Direto ao ponto!

A inflação e a alta dos juros no Brasil são consequência de uma política fiscal desequilibrada do atual governo Lula. A elevação da taxa Selic de 12,25% para 13,25% ao ano, anunciada na semana passada pelo Banco Central, não é 100% ideal para cortar a raiz do problema que é a inflação de demanda. No entanto, se faz necessária para conter as perspectivas de piora no IPCA, que pode chegar a 5,5% neste ano, segundo projeções do Boletim Focus.

O governo seria mais eficiente se colocasse cotas de exportação para determinados produtos e assim garantiria estabilidade de preços no mercado interno, ou então diminuísse tributos para produtos importados entrarem e abastecerem o mercado interno. O grande problema está na expansão de gastos do governo que, num primeiro momento, aparenta trazer resultados positivos. No entanto ela gera um crescimento econômico em cima de um custo muito elevado para o país.

Outro problema que afetou o governo foi a disparada do dólar no fim do ano passado, quando o câmbio ultrapassou 6 reais e chegou a patamares históricos. Tendo em vista anunciarem cortes de gastos juntos com renúncia fiscal quase “seis por meia dúzia”. É quase infantilidade acreditar que colocar 10% a mais de impostos sobre rendas acima de 50 mil mês vá de fato cobrir uma renúncia fiscal de 5 mil reais mês de renda.

O ministro esquece que estamos no Brasil e o exemplo vem dos parlamentares, juízes etc. que tem seus rendimentos oficiais em torno de R$ 46 mil mensais, no entanto com os benefícios chegam a quase ou mais que R$ 100 mil mês. Atualmente a moeda americana vem num ciclo de dez quedas consecutivas, iniciando a semana cotada a 5 reais e 83 centavos, com a retirada dessa ideia estapafúrdia entre outras como congelar preços e trocar vencimento de alimentos etc.

Mohamad Talah Junior
Economista – Grupo Credex