O comércio brasileiro fechou 2024 com alta de 4,7%, sendo o maior crescimento desde 2012 e marcando o oitavo ano consecutivo de alta. Entre os fatores que impulsionaram o crescimento está a expansão da massa salarial e aumento do número de trabalhadores ocupados. O crédito estável e a baixa taxa de desemprego (6,6%), a menor já registrada pelo IBGE.
Por outro lado, os fatores que limitaram o crescimento está a inflação de 4,83% (acima da meta do governo) e a alta do dólar (27%), que encareceu produtos de informática e comunicação. O comércio brasileiro se manteve estável no final do ano, com dezembro registrando variação de -0,1% em relação a novembro, mas 2% de alta em comparação com dezembro de 2023.
O setor farmacêutico se destaca como o único que manteve crescimento por 8 anos consecutivos. Entre os setores que mais cresceram, estão: Farmacêutico, médico, ortopédico e perfumaria +14,2% Veículos e motos, peças e acessórios +11,7%. Artigos de uso pessoal e doméstico +7,1%. Material de construção +4,7%. Supermercados e bebidas +4,6%. Móveis e eletrodomésticos +4,2%. Tecidos, vestuário e calçados +2,8%. Setores em queda: Combustíveis e lubrificantes -1,5%. Atacado de alimentos e bebidas -7,1%. Livros, jornais, revistas e papelaria -7,7%. A expectativa para 2025 é de que se repita o mesmo crescimento de 2024.
Mohamad Talah Junior
Economista – Grupo Credex