MBL oficializa coleta de assinaturas e avança para criar o Partido Missão antes das eleições de 2026

O Movimento Brasil Livre (MBL) confirmou nesta quarta-feira (26) que atingiu o número mínimo de assinaturas exigido para criar oficialmente seu próprio partido: o Partido Missão. Com 547.042 assinaturas já validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a nova legenda entra agora na reta final do processo de registro e pode se tornar a 30ª sigla oficialmente reconhecida no Brasil.

A iniciativa é um marco na trajetória do MBL, que até então atuava como movimento político suprapartidário. Com foco nas eleições de 2026, a sigla planeja lançar candidatos à Presidência, ao Congresso Nacional e a governos estaduais, em uma tentativa de ocupar espaço no debate nacional com uma proposta liberal e crítica à estrutura política tradicional.

A coleta de assinaturas foi realizada presencialmente em todo o país, com destaque para São Paulo (41% dos apoios), seguido por outros grandes colégios eleitorais como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. O movimento afirma que já cumpriu a exigência mínima de representação em 23 Estados, bem acima dos nove previstos por lei.

Estratégia eleitoral em curso

Com o processo de registro agora nas mãos dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e, em seguida, do Ministério Público Eleitoral e do TSE.  Entre os líderes do novo partido estão Renan Santos, líder do MBL, Kim Kataguiri, Deputado Federal, Arthur do Val, ex-deputado estadual, o empresário e comentarista Cristiano Beraldo; e o humorista Danilo Gentili, que ainda avalia seu futuro político.

As prévias partidárias estão marcadas para novembro e definirão oficialmente os nomes que estarão a frente do Missão.

Proposta de ruptura com a política tradicional

O Partido Missão quer se diferenciar das estruturas partidárias já consolidadas. A legenda está estruturando seu programa com base no chamado Livro Amarelo, que reunirá as diretrizes ideológicas e políticas do grupo. Entre os pontos já anunciados estão a revisão da Constituição, a industrialização do Nordeste e o foco no empreendedorismo e na desburocratização do Estado.

Além do partido em si, o MBL seguirá com duas outras frentes: a Valete, sua produtora de conteúdo digital e cultural, e a Missão Escola, voltada para a formação de quadros políticos e lideranças jovens.

Voltado principalmente para as novas gerações, o MBL aposta em um discurso de renovação e ruptura com o establishment político. A expectativa é que, com o Partido Missão registrado até o fim de 2025, o grupo entre na disputa de 2026 com força e estrutura próprias.