Trump ataca novamente

Sobre a possível taxação em 50% dos produtos brasileiros exportados para os EUA, ontem o presidente Trump fez um comunicado onde diz que a partir de 01 de agosto passará a valer essa nova alíquota de importação de produtos brasileiros por parte dos EUA, no entanto a questão é mais política do que relação comercial. Em relação a cobertura de Commodities na América Latina, não se prevê impactos significativos, já que a maioria das empresas exporta apenas uma pequena parte de suas vendas para os EUA ou sequer exporta.

Na carta enviada ao governo brasileiro, Trump vinculou a decisão ao tratamento recebido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado sob acusação de planejar um golpe de Estado.
Entre os setores mais expostos ao mercado norte-americano o de produtos semimanufaturados de ferro e aço, com 71,8% das exportações dessa categoria enviadas para os EUA, sendo que o segmento já está sujeito a tarifas setoriais superiores a 50%, “portanto não afetados pelo anúncio.

Entre as empresas, eles destacaram Embraer, WEG e Suzano, essas sim entre as mais afetadas. Para companhias de petróleo, avaliam que o impacto parece limitado, assim como para a maior parte das empresas do agronegócio, cujos produtos têm menor relevância nas importações dos EUA. Brasil embarca cerca de 12% de suas exportações para os EUA, número relativamente baixo. Ao analisar as exportações para os EUA como percentual do PIB brasileiro, esse valor é ainda menor, em torno de 1,7%.

Logo é mais fumaça política do que fogo, e deve consumir ainda uns 20 a 30 dias de conversações, mas dificilmente essa taxa vá entrar em vigor dia 01 de agosto.

Mohamad Talah Junior
Economista – Grupo Credex