Empresariado do Paraná cobra agilidade e diálogo do governo Lula diante de taxação dos EUA

O G7 Paraná — grupo que reúne sete das principais entidades do setor produtivo do Estado (Fecomércio, Faciap, Faep, Fiep, Fetranspar, Ocepar e ACP) — divulgou nota oficial cobrando agilidade do governo federal diante do anúncio de uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros, medida que os Estados Unidos devem impor a partir de 1º de agosto.

A entidade recomendou que o governo brasileiro abra canais de diálogo eficazes com Washington, buscando reverter a decisão antes que os impactos se tornem irreversíveis. Segundo o grupo, a economia paranaense será fortemente afetada, principalmente nos setores do agronegócio, indústria, transporte e comércio, que mantêm negócios frequentes com o mercado norte-americano.

“Esperamos sensatez, agilidade e tato neste decisivo momento de negociação com os americanos, pois o Paraná, em especial, pode vir a perder competitividade com o aumento do valor dos produtos”, afirmou o coordenador do G7, coronel Sérgio Malucelli.

A manifestação do G7 é legítima e urgente. O que está em jogo aqui não é apenas uma disputa comercial pontual, mas o risco de sérios prejuízos para a balança comercial, a geração de empregos e a estabilidade econômica de estados exportadores como o Paraná.

Neste cenário, o governo Lula tem a responsabilidade de agir como liderança diplomática e econômica. É hora de o presidente deixar de lado preferências ideológicas e buscar uma relação pragmática com os Estados Unidos, o maior parceiro comercial do Brasil em vários setores. O país precisa de um presidente disposto a negociar, dialogar e, se necessário, recuar para proteger a indústria e o trabalhador brasileiro.

Não cabe, neste momento, discursos de confronto ou posicionamentos baseados em alinhamentos ideológicos. O que se espera de Lula é sensatez, habilidade diplomática e, sobretudo, compromisso com os interesses do Brasil.

A ideologia não pode ser obstáculo quando se trata da defesa da economia nacional. O momento exige menos palanque e mais ação. O empresariado paranaense já deu o recado — agora, é a vez de Brasília agir.