O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu manter a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 15% ao ano, a mais alta desde julho de 2006. Copom atribuiu parte da decisão à “conjuntura” e da “política econômica” nos Estados Unidos, considera “incerta”. “Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, diz em nota o BC. Os indicadores de atividade econômica seguem apresentando, conforme esperado, certa moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo”, afirma.
Fica evidente que estamos tendo uma inflação de demanda, onde o governo está deixando apenas ao cargo do BC essa responsabilidade sendo que para se combater este tipo de processo inflacionário o governo deveria reduzir os gastos públicos, enxugando a máquina pública e é o que não vem acontecendo com aumento de benefícios e salários tanto no legislativo, como executivo e judiciário.
A única parcela de contribuição do governo central tem sido aumento da carga tributária. Outra solução seria de abrir o mercado para ingresso de produtos importados pois a economia brasileira é bastante fechada dados que mostram um baixo nível de comércio internacional em relação ao PIB do país, especialmente quando comparado ao G20.
O Brasil historicamente importa menos bens e serviços em proporção ao seu PIB do que a maioria dos países. A indústria e os serviços brasileiros tendem a se voltar para o consumo interno, em vez de competir em mercados internacionais, o que limita o crescimento da produtividade. Esse isolamento comercial impede que as empresas brasileiras tenham acesso a tecnologias de ponta, o que dificulta a melhoria da competitividade e a inovação.
Aparentemente o ministério de planejamento vem ignorando essas possibilidades a quase 3 anos e deixando a bola apenas com BC e o aumento de impostos via ministério da economia.
Mohamad Talah
Economista – Grupo Credex
