Toffoli restringe acesso a caso do Banco Master; vínculo anterior de sua esposa com escritório da defesa chama atenção

Ministro Dias Toffoli durante a Sessão Plenária realizada em 20 de junho de 2024. Foto: Andressa Anholete/STF

Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou sigilo total sobre o pedido apresentado pela defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O executivo é alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes financeiras, e seus advogados recorreram ao Supremo alegando que a Justiça Federal, responsável pela ordem de prisão, não seria a instância competente para conduzir o caso.

A petição, que inicialmente tramitava em segredo de Justiça, passou a ter nível máximo de restrição após decisão de Toffoli. Com essa mudança, não apenas o conteúdo, mas também qualquer movimentação processual deixa de ser visível, inclusive para quem acessa o sistema público de acompanhamento. No segredo de Justiça tradicional, ainda é possível visualizar andamentos; no sigilo absoluto, isso é vedado.

A situação ganhou atenção adicional pelo fato de que a advogada Roberta Rangel, esposa de Dias Toffoli, integrou em 2021 a sociedade do escritório Warde Advogados, do jurista Walfrido Warde,  um dos defensores de Vorcaro no caso envolvendo o Banco Master. Segundo especialistas, a participação anterior no escritório não impede decisões do ministro, mas reforça a sensibilidade do processo e o acompanhamento cuidadoso da conduta do STF em situações que envolvem potenciais conflitos de interesse.

O caso segue sob análise de Toffoli, sem previsão de quando o recurso será julgado.