Governadores reagem a ação dos EUA na Venezuela; Ratinho Junior comemora e exalta “libertação do povo venezuelano”

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar ataques militares à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro, governadores brasileiros usaram as redes sociais para se posicionar sobre o episódio, que gerou repercussão imediata no Brasil e na América Latina. Enquanto alguns comemoraram a ação norte-americana, outros demonstraram preocupação com a soberania dos países e a escalada de tensão na região.

Entre as manifestações mais enfáticas está a do governador do Paraná, Ratinho Junior, que comemorou publicamente a operação dos Estados Unidos e parabenizou o presidente Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, Ratinho afirmou que a ação representa a libertação de um povo oprimido há décadas.

“Viva a liberdade. Viva a democracia! Viva a Venezuela”, escreveu o governador paranaense. Em seguida, completou: “Quero parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos”.

A declaração de Ratinho Junior se soma a outras falas de governadores que viram a captura de Maduro como um marco histórico. O governador de Goiás, por exemplo, afirmou que o dia 3 de janeiro “entra para a história como o dia da libertação do povo venezuelano”, classificando o regime chavista como uma “narcoditadura”.

Já o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também comemorou a prisão de Maduro, afirmando que “o povo da Venezuela tem motivos para comemorar” e classificando o presidente venezuelano como um ditador que viola direitos humanos e persegue opositores.

Em posição diferente, governadores como Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Renato Casagrande, do Espírito Santo, reconheceram o caráter autoritário do regime de Maduro, mas criticaram a intervenção militar dos Estados Unidos. Leite destacou preocupação com a escalada de tensão na região e afirmou que a violência contra uma nação soberana, à margem do direito internacional, é inaceitável.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, avaliou a ação como uma “janela de esperança” para a Venezuela, afirmando que a prisão de Maduro pode ser o primeiro passo no caminho da liberdade.

As manifestações evidenciam a divisão entre os governadores brasileiros diante do episódio. No caso do Paraná, a posição de Ratinho Junior foi clara ao celebrar a ação dos Estados Unidos e associá-la diretamente à defesa da democracia e da liberdade do povo venezuelano, sem ressalvas quanto à intervenção militar.