O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital para a realização de exames médicos, após solicitação da defesa apresentada na terça-feira (6).
De acordo com a decisão, Bolsonaro poderá realizar três procedimentos: tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. A autorização foi concedida após a apresentação de relatórios médicos pela defesa e pela Polícia Federal (PF), que acompanha a custódia do ex-presidente.
O pedido de urgência para a realização dos exames foi feito pelo médico Brasil Ramos Caiado. Segundo o profissional, Bolsonaro apresenta quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda e uma possível crise convulsiva ainda a esclarecer.
No relatório encaminhado pela PF ao STF, médicos informaram que o ex-presidente apresentou sinais de ter caído da cama durante a noite. O documento descreve uma lesão superficial no rosto e a presença de sangue, além de registrar o histórico médico recente do paciente.
Segundo a equipe médica da Polícia Federal, Bolsonaro está em pós-operatório recente de uma herniorrafia inguinal bilateral, além de ter passado por bloqueio anestésico bilateral do nervo frênico. O relatório também aponta o uso recente de CPAP para tratamento de apneia do sono, além da administração de medicamentos que atuam no sistema nervoso central, como gabapentina, escitalopram e clorpromazina, bem como o uso recente de anticoagulantes.
“Considerando a recente internação, o uso de medicamento de ação no sistema nervoso central, o uso recente de anticoagulante e demais comorbidades, foi comunicado à sua equipe médica assistente a informação sobre o quadro clínico”, diz o relatório médico da PF.
Apesar de autorizar a realização dos exames, Alexandre de Moraes ressaltou em despacho anterior que não havia necessidade de remoção imediata do ex-presidente para uma unidade hospitalar. Segundo o ministro, essa avaliação constava de forma clara na nota técnica elaborada pela Polícia Federal.
A realização dos exames deverá subsidiar a avaliação mais detalhada do estado de saúde de Bolsonaro e orientar eventuais condutas médicas futuras.
