Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), deve desistir da tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados para disputar uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições de 2026. A mudança de estratégia atende a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito durante uma reunião reservada no Palácio do Planalto.
A articulação faz parte de um plano do governo federal para fortalecer a base governista no Senado a partir da próxima legislatura. O Palácio do Planalto avalia que a oposição, especialmente o Partido Liberal (PL), mantém uma presença significativa na Casa, com cerca de 15 senadores, e busca conter o avanço de forças conservadoras.
A ofensiva eleitoral do governo inclui o lançamento de nomes considerados estratégicos em estados-chave. Além de Gleisi Hoffmann no Paraná, são cotadas candidaturas como a da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), por São Paulo; do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), pelo Piauí; e do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), pelo Ceará.
Entre as pré-candidaturas já colocadas pela direita paranaense estão Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Cristina Graeml (União Brasil). O grupo político do governador Ratinho Junior (PSD) também deve indicar um nome para a disputa, em possível aliança com o PL.
Em 2026, cada estado elegerá dois senadores, renovando dois terços das cadeiras da Casa. O governo federal teme que o Senado passe a ser dominado por uma maioria conservadora, o que poderia dificultar a governabilidade e abrir espaço para o avanço de pautas como pedidos de impeachment, que tramitam obrigatoriamente pela Casa.
