Foto: Gilberto Sousa/CNI
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) avaliou que a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados, atualmente em 15% ao ano, reflete problemas na condução da política econômica do país e impacta diretamente o setor produtivo brasileiro.
De acordo com a entidade, a estratégia adotada pelo governo federal para sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), baseada no aumento do gasto público, tem sido ineficiente e descontrolada. A Fiep aponta que parte desse crescimento das despesas está associada a políticas sociais que, segundo a avaliação da federação, não resultam na efetiva recuperação ou inserção dos beneficiários no mercado de trabalho, o que comprometeria um crescimento econômico sustentável no longo prazo.
A entidade também destaca a ausência de uma gestão eficiente do gasto público, o que, na avaliação da Fiep, leva o governo federal a recorrer com frequência ao aumento de tributos. Esse cenário, segundo a federação, contribui para a sobrecarga do setor produtivo.
Outro ponto citado é a deterioração da gestão e do desempenho de estatais e de empresas com participação acionária do governo. Conforme a Fiep, o peso dessas companhias na atividade econômica faz com que resultados negativos influenciem a formação de expectativas do mercado, estimulando uma postura mais cautelosa por parte da autoridade monetária.
Segundo a avaliação da federação, esses fatores, somados a outros equívocos na política econômica, contribuem para o crescimento da dívida pública e para a manutenção da Selic em níveis elevados. A entidade afirma que juros altos desestimulam investimentos e dificultam o crescimento econômico por meio da geração de empregos, renda e riqueza.
Para a Fiep, o conjunto desse cenário compromete a capacidade do setor produtivo de sustentar os atuais rumos da política econômica e representa riscos ao futuro econômico do país.
