O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná realizou nesta segunda-feira (2) a 4ª reunião ordinária de 2026 e avançou em processos disciplinares que envolvem parlamentares da Casa. Entre os principais pontos da pauta estiveram a apresentação de parecer prévio, definição de depoimentos e aprovação de diligências para reforçar a instrução probatória.
Um dos casos analisados é o processo SEI 25804-80.2025, que tem como relator o deputado Marcio Pacheco (PP). Ele apresentou parecer prévio envolvendo o deputado Renato Freitas (PT), acusado de agressão contra o manobrista Wesley de Souza Silva, em episódio ocorrido no dia 19 de novembro.
Durante a leitura do parecer, Pacheco afirmou que a defesa do parlamentar não enfrentou de forma objetiva os pontos centrais da denúncia. O relator também rejeitou alegações de suspeição apresentadas pela defesa, sustentando que divergências políticas não configuram impedimento para análise técnica do caso.
O Conselho aprovou a continuidade da tramitação e a realização de oitivas para aprofundar a apuração dos fatos.
Outro processo em andamento envolve o deputado Ricardo Arruda (PL). Ele deverá prestar depoimento em procedimento relacionado a declarações feitas na sessão plenária de 16 de setembro de 2025, quando teria se referido à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, com a expressão “bruxa”.
A representação foi assinada por diversas deputadas, entre elas Mabel Canto (PP) e Ana Júlia (PT), que apontam possível quebra de decoro parlamentar.
Além das oitivas já marcadas, o Conselho de Ética deliberou pela solicitação de documentos e outros elementos considerados essenciais para a formação de juízo nas duas investigações.
Os processos seguem em fase de instrução e, após a conclusão das etapas previstas, os pareceres finais poderão resultar em arquivamento ou aplicação de penalidades, conforme o Regimento Interno da Casa.
