Sem medo de errar, escrevo que a explicação ofertada a sociedade brasileira, pelo escritório da Senhora Moraes, configura a maior pena de confesso dos tempos sombrios que vivemos! Ora, a absoluta falta de concretude e de verossimilhança na narrativa construída revela ao mesmo tempo um texto infantilizado e menosprezo ao cidadão que teria a obrigação de interpretá-lo. Com efeito, a diferença abissal de remuneração confrontada com os hipotéticos serviços jurídicos ali citados, insisto consolidam pena de confesso.
Me assusta e imensamente o fato de que o Autor intelectual da dita e serôdia explicação e o chefe de família o Alexandre de Moraes. E o que efetivamente me assusta é a falta de preparo do dito Autor, que se deu a supremo luxo de comandar inúmeros atos e decisões que implicam em incontáveis perdas da sociedade brasileira, inclusive de vidas, como no caso midiático de Clezão.
Se não fosse suficiente a trajetória deste Alexandre, para consolidar seu impedimento, os atos de defesa da banca da sua mulher, advogada de parca formação jurídica, consolidam a necessidade de expurga-lo da Corte, sem prejuízo do expurgo de mais dois pelo menos, que com ele construíram o triangulo do mal e da inegável desmoralização da Corte Constitucional.
O EFEITO MARCO RUBIO
O sentimento do brasileiro médio em relação ao narcotráfico só não supera o medo da endêmica corrupção do governo Lulle! A realidade de nossas cidades não se resume mais aos grandes centros e sobretudo ao Rio de Janeiro. A sofisticação dos grupos criminosos foi escancarada pela hecatombe de um simulacro de Banco, comandado por um papeleiro megalomaníaco e psicopata, e tem como consequência o inequívoco medo que se instalou no povo. A sensação que o meliante tudo pode, consequência do comportamento de Vorcaro, decorre de sua desmesurada ânsia de se livrar do dinheiro roubado ao que se adiciona a cumplicidade de autoridades de diversos patamares e escalões.
Em face de tudo que é publicizado e divulgado em face das relações de Brasília com o crime organizado e com a óbvia e crescente pressão decorrente das ações na Venezuela, o governo americano trata de cuidar do escapismo do crime que se configura no território pátrio.
A queda de braço entre a busca de condições de combate efetivo, encontra resistência, tanto no governo brasileiro quanto em setor especifico da Justiça, qual seja o Supremo.
E mais resistência se espera do tecido cancerígeno do crime que, como sabido se fortaleceu muito nós temos mais recentes.
Todavia é a hora de cobrar mais ação e menos conversa do Legislativo Federal, que tem o poder fiscalizatório de exigir do Executivo as tomadas de decisão que fortaleçam a Pátria em detrimento dos apátridas do crime.
E A DEGUSTAÇÃO DO PURO MALTE
Se já não fora desprezível a conduta dos magistrados supremos por tudo e tanto que deles se fala, a cornucópia sem fim, atinge píncaros quando o assunto é o beber do single malte em terras da Rainha!
Em convescote que reuniu parcela da elite de Supremo, Procuradoria e da antes tão respeitada Polícia Federal, o papeleiro travestido de banqueiro e proxeneta de modelos de origem caucasiana, tratou de uma vez mais aprofundar a desqualificação de instituições ali representadas, por homens que deixaram nos seus lares a dignidade, a honra e por óbvio olvidaram seus juramentos as instituições que por erro ou cumplicidade representam.
Jamais na cena pública brasileira Brasília passou por tamanha desmoralização e pior do que isto, desmoralização coletiva posto atingir as instituições públicas e a sociedade civil, no caso representada pelo papeleiro Vorcaro a um tempo corrupto e ladrão e corruptor ativo.
Todos os citados na rebordosa do uísque deveriam ser afastados sumariamente de suas funções, respondendo assim o Inquérito ADMINISTRATIVO DESPIDOS DE SUAS PRERROGATIVAS FUNCIONAIS!
Qualquer tentativa de minimizar a vergonhosa e criminosa(?) POSTURA DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS é absolutamente condenável.
EM BRASÍLIA, VACA VOA OU ESQUECE BEZERRO
A indagação de grande profundidade não foi feita por mim, e sim pela jornalista Malu Gaspar, que nesta etapa da vida nacional presta um extraordinário serviço na desconstrução das estruturas ladravazes estratificados em Brasília.
Com efeito, muitas vezes as pessoas usam a terminologia referente ao fato de ter finalmente chegado a hora, e parece que realmente é chegada a hora, posto que nunca dantes em nossa história toda a divisão tripartite que ampara a democracia esteve tão desmoralizada e subjugada por representantes desqualificados que não honraram as instituições e, sobretudo, aos seus próprios históricos.
É absolutamente inacreditável o proceder de “salve-se quem puder” que impera no tecido cancerígeno brasiliense. Bem assim, o Supremo Tribunal Federal exige salvaguarda e vassalagem, provavelmente em decorrência do imaginário dos senhores Ministros, que se acostumaram a serem endeusados e perdoados pelas suas falhas – não raras vezes desprezíveis – de conduta.
Ocorre que nem o Executivo, na pessoa de Lulle e seus Lulletes, e nem mesmo a Câmara Federal ou o Senado entendem que estejam tão aviltados quanto aviltado está o Supremo. Assim, neste cenário de diáspora, pode prevalecer o desejo do povo, que é um só, a saber: limpar as instituições dos corruptos que nelas habitam.
Creio oportuno afirmar que nunca como agora existiu a oportunidade de dar um “sacode” nesta turma – que, não nos enganemos, habita nas três instituições que já citei.
O único mecanismo que resta ao povo é o da sua opinião, posto que instituições outrora relevantes como Ordem dos Advogados do Brasil e Associação Brasileira de Imprensa, por uma ou outra razão declinam de seu compromisso histórico com a democracia e a pátria. Nada obstante, existe a saída que é representada pela rede social esta deve, por conseguinte, ser utilizada como forma de exercício da cidadania. O mais relevante, entretanto, é que desta feita não é possível deixar passar a oportunidade e seja da forma que for, cada um de nós tem o dever de se manifestar contra o atual deplorável estado de coisas.
Não é mais possível conviver com os alicerces democráticos aviltados e apodrecidos como estão, na forma do que representa o escândalo do Banco Master.
IDENTIDADE

Com o apoio do governo Lulle, Érika Hilton do PSOL de São Paulo foi eleita Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara. E sua primeira frase como eleita foi “podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher”.
Neste momento, abro espaço para minha ilustre colaboradora, Dra. Grasiele Corrêa, para que ela, na condição de advogada militante e mulher, comente este episódio na forma do seu sentimento pessoal.
“Desde muito cedo, vários familiares e amigos me diziam que eu era ‘a defensora dos gays’. De fato, sempre entendi que não era possível discriminar uma pessoa somente por uma única característica pessoal que a fazia única, fosse raça, gênero, orientação sexual, classe social ou até escolha de time de futebol. Eu era ingênua, inocente, e acreditava sinceramente que pessoas deveriam ser tratadas na forma em que aprendi nas aulas de Direito Constitucional: os iguais de forma igualitária, e equitativamente, na medida de suas desigualdades”. Poético. Quase utópico.
Porém, desde que Erika Hilton despontou como voz na política, comecei a estranhar… algo. Eu entendia que ela buscava fazer a defesa de interesses de seu grupo – em larga escala, os integrantes da comunidade LGBTQIAPN+, e de modo mais específico, pessoas trans. Eu achava que ela realmente buscava dar voz a pessoas que eram vistas, mas não eram reconhecidas. Mas, sinceramente… não achava que ela seria alguém que justificaria atacar outras pessoas, ser agressiva, reduzir pessoas às suas funções meramente biológicas, para defender pautas.
Desde que foi eleita, Érika Hilton defendeu que ‘pensar em corpos que gestam, é pensar em todos os corpos, aqueles inclusive que não se identificam enquanto mulheres’ (https://www.youtube.com/shorts/lD2KPSw0F9Y), em uma discussão sobre a questão do aborto. Quando a deputada fala em “corpos que gestam”, ela reduz as mulheres biológicas, sejam elas “cis” ou “homens trans” – e ressalto esse ponto, para evitar qualquer acusação de transfobia – à uma ÚNICA FUNÇÃO DE SEU CORPO, que é… a gestação.
Por anos, o feminismo lutou para não reduzir as mulheres meramente a seus corpos; a relegar as mulheres a simples cuidadoras da família, dentro de suas casas; a dar voz às mulheres; a enaltecer os feitos femininos. E agora, a deputada Erika Hilton, eleita como Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara, nos relega a um papel que não deveríamos aceitar: o de sub-coadjuvantes de nossa própria luta. E é fácil observar isso, pois Érika Hilton não se refere a mulheres biológicas apenas como “mulheres”: sempre há um destaque para o papel biológico das mulheres, que são chamadas de ‘mulheres cis’, ‘pessoas que gestam’, ‘pessoas que amamentam’, ‘pessoas que menstruam’. Importante notar que, no andamento do PL 820/2025, que busca conceder anistia às acusadas e condenadas pelo CRIME de aborto, a expressão “pessoas que gestam” aparece 7 vezes no documento. Por amor à honestidade, transcrevo aqui a expressão integral que consta no texto e referência a expressão que me causa ojeriza e revolta: ‘No Brasil e no mundo, não queremos as mulheres, meninas e pessoas que gestam presas e nem mortas’.
Érika Hilton não me representa enquanto mulher, porque JAMAIS saberá o que é a vida de uma mulher. Talvez a deputada tenha assistido ao filme “Barbie” e aplaudido o monólogo da América Ferrera, que eu transcrevo aqui para que entendam como é ser mulher: ‘É literalmente impossível ser mulher. Você é tão linda e tão inteligente, e me dói saber que você não se acha boa o suficiente. Tipo, a gente tem que ser extraordinária o tempo todo, mas de alguma forma sempre fazemos tudo errado.
Você tem que ser magra, mas não magra demais. E você nunca pode dizer que quer ser magra. Você tem que dizer que quer ser saudável, mas também tem que ser magra. Você tem que ter dinheiro, mas não pode pedir dinheiro porque isso é grosseiro. Você tem que ser uma chefe, mas não pode ser má. Você tem que liderar, mas não pode reprimir as ideias dos outros. Você deve amar ser mãe, mas não fale dos seus filhos o tempo todo. Você tem que ser uma mulher de carreira, mas também sempre estar atenta aos outros.
Você tem que se responsabilizar pelo mau comportamento dos homens, o que é uma loucura, mas se você apontar isso, é acusada de reclamar. Espera-se que você se mantenha bonita para os homens, mas não tão bonita a ponto de tentá-los demais ou ameaçar outras mulheres, porque você deve fazer parte da irmandade.
Mas sempre se destaque e seja sempre grato. Mas nunca se esqueça de que o sistema é manipulado. Então encontre uma maneira de reconhecer isso, mas também seja sempre grato.
Você não pode envelhecer, ser grosseiro, se exibir, ser egoísta, cair, falhar, demonstrar medo ou sair da linha. É muito difícil! É muito contraditório e ninguém te dá uma medalha ou agradece! E no fim das contas, você não só está fazendo tudo errado, como também tudo é culpa sua’. Mas a deputada JAMAIS VIVEU o que esse monólogo representa. Ela não se sente uma fraude. Eu nunca vi a deputada falando que queria ser mais magra, ou ter mais peito, ou ter menos cintura, ou que o cabelo fosse diferente. Eu nunca vi a deputada falando que quer ser mãe, mas também nunca a vi ser julgada por não expressar esse desejo. Eu nunca vi a deputada se dedicar à carreira política e ser julgada por essa escolha. Eu nunca vi a deputada dizer que era agradecida por ser destaque em um ambiente em que as mulheres precisam lutar com um leão por dia, fazer chapinha e unha nesse leão, porque o leão precisa estar apresentável, e mesmo assim ser agradável e doce e sinceramente preocupada com os outros.
Érika Hilton não quer defender as mulheres, sejam elas biológicas ou não. Ela quer relegar as mulheres a um patamar ABAIXO das mulheres trans, que ela tão bem representa. E isso, se não é misoginia, eu não sei o que é! ”
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI: Senhor, o Coritiba abotoou o Corinthians! Amém!
