Curitiba está entre as quatro capitais do País que têm todas as crianças de 4 e 5 anos de idade na escola, ao lado de Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Vitória (ES). Apesar de ser uma exigência legal, apenas essas quatro capitais cumprem essa obrigação.
- O levantamento, calculado pelo centro de pesquisas Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com as fundações Bracell, Itaú e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cruza dados do Censo Escolar do governo federal com projeções do DataSUS.
Conforme o estudo, 16% dos municípios não alcançaram 90% das matrículas do público de 4 e 5 anos de idade.
O prefeito Eduardo Pimentel comemorou o resultado.
“Educação é prioridade. Vale-creche, investimentos em infraestrutura, contratações de profissionais, tudo para garantir a qualidade do atendimento aos nossos mais de 130 mil estudantes. Criança na escola é garantia de futuro”, comentou o prefeito.
O secretário municipal da Educação de Curitiba, Paulo Schmidt, destaca que o ensino é obrigatório a partir dos 4 anos desde 2013.
“Esse levantamento reflete todo o trabalho realizado na nossa rede de ensino, não só ofertando educação de qualidade, mas com uma rede de apoio e proteção às famílias bem estruturada, além de alimentação de qualidade. Manter as crianças nos bancos escolares é um desafio de todo o País e Curitiba trabalha fortemente nesse sentido”, pontuou o secretário.
Acima da meta de alfabetização
Outro dado que mantém a capital do Estado em destaque no cenário nacional é a alfabetização. Curitiba está em quarto lugar no ranking nacional de alfabetização entre as redes municipais de ensino das capitais, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), ligado ao Ministério da Educação.
A capital do Estado registrou 74,03% no percentual de estudantes alfabetizados, subindo da quinta para a quarta posição. Com o resultado, pela primeira Curitiba vez bateu a meta, que para 2025 era 73,41%.
O Inep também aponta Curitiba em destaque em relação à distorção idade-série. A cidade figura no topo do ranking nacional com menor taxa de distorção idade-série na rede municipal pública de ensino, com percentual de 2,4%, índice bem à frente da segunda colocada, Cuiabá (MT), com 3%. São Paulo está em terceiro, com 3,5%.
A taxa é o indicador do governo federal que permite acompanhar o percentual de estudantes com idade acima da esperada para o ano em que estão matriculados. O índice é produzido a partir dos dados do censo escolar.
