A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Paraná, cobrou celeridade do Tribunal Superior Eleitoral no julgamento do registro de candidatura de Deltan Dallagnol, do Novo, eleito senador pelo Paraná, mas com recurso judicial pendente.
O presidente da OAB paranaense, Luiz Fernando Casagrande Pereira, afirmou que a demora prejudica o estado, porque mantém a incerteza sobre quem ocupará uma das duas cadeiras do Paraná no Senado Federal a partir de 2027.
O caso foi retirado da pauta do TSE na semana passada, após uma sequência de petições e questões de ordem.
Deltan teve a candidatura indeferida pelo TSE na véspera da eleição. No dia da votação, uma decisão do ministro Nunes Marques restabeleceu a condição de candidatura deferida com recurso, permitindo a contabilização dos votos, enquanto o caso aguarda nova decisão judicial.
A eleição foi proclamada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná com ressalva judicial, ou seja, o resultado ainda depende da definição sobre a elegibilidade do candidato.
Uma nova petição, no dia 13 de outubro, pede a anulação dos votos de Deltan e a destinação da vaga ao deputado estadual Alexandre Curi, do Republicanos, terceiro colocado na disputa. O pedido, no entanto, ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral.
A OAB do Paraná não defendeu um resultado específico para o processo. A entidade cobrou uma decisão rápida para reduzir a insegurança política e institucional em torno da representação do estado no Senado.
