Um movimento em larga escala de prefeitos e membros do PL marcou o Paraná nesta quinta-feira (26). Dezenas de prefeitos anunciaram oficialmente sua desfiliação da legenda. A decisão ocorre após a confirmação do apoio do partido à candidatura de Sergio Moro ao Governo do Estado, medida que gerou insatisfação entre lideranças municipais.
A coletiva realizada no Hotel San Juan, no Centro Cívico de Curitiba, reuniu 53 prefeitos, dos quais 48 confirmaram a saída do PL. Alguns gestores não compareceram ao encontro, enquanto outros ainda permanecem indecisos sobre o futuro partidário.
O deputado e ex-presidente estadual do PL, Fernando Giacobo, destacou que a decisão foi motivada por divergências políticas e pela quebra de compromissos previamente firmados. “Esse acordo foi quebrado. Então, não fui eu que descumpri palavra”, afirmou, ressaltando que a medida envolveu fatores pessoais e políticos. “Não está sendo fácil sair de um partido que integro há seis mandatos. É uma questão de coerência”, acrescentou.
Giacobo também criticou diretamente a filiação de Sergio Moro ao PL, lembrando episódios do passado do ex-juiz e ex-ministro. Segundo ele, a decisão da legenda vai contra os princípios defendidos pelo grupo político no Estado. “Não posso concordar que o partido filiou um cidadão que tentou colocar Jair Messias Bolsonaro na cadeia”, declarou.
Apesar do rompimento, o deputado enfatizou que não haverá imposição sobre o destino partidário dos prefeitos. Cada gestor poderá escolher a nova sigla de acordo com a realidade do seu município, embora a tendência seja migrar para partidos com perfil semelhante ao grupo político atual.
O episódio evidencia uma divisão interna no PL do Paraná, com impactos potenciais nas eleições estaduais e no equilíbrio de forças políticas nos municípios.
