Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente nacional do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira, divulgou uma nota nas redes sociais nesta sexta-feira (8) afirmando ser alvo de “perseguição política” após ser incluído na quinta fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Na publicação, o senador relacionou a operação ao cenário eleitoral e afirmou que situações semelhantes já ocorreram em outros períodos políticos.
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu.
Ciro Nogueira teve mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços no Distrito Federal e no Piauí, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Polícia Federal investiga indícios de que o parlamentar teria atuado em favor dos interesses do Banco Master em troca de vantagens indevidas supostamente recebidas do banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os pontos apurados está a apresentação de uma emenda legislativa relacionada à ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Em sua manifestação, o senador relembrou a eleição de 2018 e afirmou que também enfrentou acusações naquele período.
“Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição”, declarou.
Ciro Nogueira também questionou os impactos da operação sobre sua imagem pública.
“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, afirmou.
A decisão judicial autorizou ainda o bloqueio de bens de até R$ 18,85 milhões. A investigação também alcança outros investigados, entre eles Felipe Cançado Vorcaro, que foi preso durante a operação.
Ao encerrar a nota, o presidente nacional do PP afirmou que continuará sua atuação política no Piauí.
“Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim”, concluiu.
Leia a nota completa:
“Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nessa semana, vale lembrar algo:
Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.
Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para a eleição. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi contrário: crescemos 6 pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição.
Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?
Suportar esse tipo de pressão só é possível pra quem nasceu pra servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim.
