A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e teve como objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro.
De acordo com informações confirmadas por investigadores, os agentes permaneceram cerca de 50 minutos no local realizando uma varredura, mas nenhum armamento foi encontrado.
Segundo a defesa do ex-presidente, todas as armas registradas em nome de Bolsonaro já haviam tido seu paradeiro informado previamente às autoridades. Em publicação nas redes sociais, o advogado João Henrique de Freitas afirmou que acompanhou a diligência e criticou a operação.
“Acabo de sair da residência do presidente Jair Bolsonaro após acompanhar mais uma busca e apreensão da Polícia Federal, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, escreveu.
https://x.com/JHNdeF/status/2074821784013062615?s=20
O vereador Carlos Bolsonaro também reagiu à operação. Em publicação nas redes sociais, classificou a ação como uma perseguição contra o ex-presidente.
“Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura”, escreveu.
Exército apontou divergência em registros
A operação ocorre após informações de que o Exército Brasileiro comunicou não ter localizado dois armamentos registrados em nome de Jair Bolsonaro em seus sistemas de controle. A defesa sustenta que as autoridades já haviam sido informadas sobre a situação dessas armas e que toda a documentação estava disponível.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou nota oficial detalhando o resultado da diligência nem informou se novas medidas serão adotadas no âmbito da investigação.
