COLUNA OCTÁVIO BUCHI: SUCESSÃO DE ERROS

A coligação formada pelos partidos de esquerda PT, PCdoB e PV acionou na quarta-feira (22) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro e três aliados (Eduardo Bolsonaro, Gustavo Gayer e Júlia Zanatta), por manifestações sobre as urnas eletrônicas; pedindo a retirada de publicações, restrições à reprodução do conteúdo e multa de R$ 30 mil para cada representado. Curiosamente, não pediram a inelegibilidade de Flávio.

Conforme a petição protocolada, os quatro participaram de uma ação articulada para associar as urnas brasileiras à empresa Smartmatic, com base em um documento da CIA sobre o sistema eleitoral da Venezuela. Segundo o TSE, o projeto, o desenvolvimento e a gestão do sistema eletrônico de votação são brasileiros.

A FALA DE FLÁVIO

A fala de Flávio Bolsonaro contestada foi em 21 de julho, durante uma reunião com representantes diplomáticos em Brasília, em que afirmou que máquinas usadas nas eleições brasileiras teriam “a mesma origem” de equipamentos ligados à empresa venezuelana.

A alegação da coligação é de que associação feita por Flávio já fora desmentida em 2017 pelo TSE, em diversos comunicados, classificando o episódio como divulgação de fake news contra o sistema eleitoral – essa acusação feita ainda será examinada pela Justiça Eleitoral.

A federação pretende ainda que as plataformas de rede social adotem medidas para impedir a veiculação, o compartilhamento ou o impulsionamento de conteúdos que repitam a alegação contestada.

O Blog do Esmael noticiou que, em sede de julgamento definitivo, os partidos pedem a confirmação das medidas urgentes e multa de R$ 30 mil para cada representado, mas que não há intenção de investigar eventual abuso de poder político ou uso indevido dos meios de comunicação, que tornou Jair Bolsonaro inelegível.

Na petição apresentada em 22 de julho, não foram feitos pedidos de cassação, condenação criminal ou declaração de inelegibilidade de Flávio Bolsonaro.

A POSTURA DE FLÁVIO

A campanha do Filho 01 de Bolsonaro declarou confiança no sistema eleitoral e defendeu o acompanhamento das eleições por missões internacionais, e afirmou que ele não colocou em dúvida o processo eleitoral brasileiro, mas se limitou a relatar informações públicas sobre o documento da CIA., entretanto, tal manifestação não corresponde, necessariamente, a uma defesa protocolada no processo.

O processo cria uma disputa judicial sobre o alcance eleitoral da fala, mas não significa, até o momento, qualquer tipo de condenação.

E AGORA?

O site Valor Econômico noticiou que apesar do empenho pessoal de Valdemar Costa Neto, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro já sinalizou que não comparecerá à convenção nacional da sigla, no dia 25 de julho, que vai sacramentar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Contudo, Michelle é esperada na convenção do partido no Distrito Federal (DF), no dia 5 de agosto, onde continua alta a expectativa de que ela anuncie a sua candidatura ao Senado.

Um aliado de Michelle ponderou ao Valor que ela não comparecerá à convenção nacional do PL porque o ato ocorrerá em São Paulo, e ela não poderá viajar, já que tem se dedicado, quase integralmente, aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que continua em regime de prisão domiciliar, e com a saúde debilitada. A mesma fonte ressalvou que participar da convenção do PL-DF seria mais fácil, por ser em Brasília. Mas este aliado não confirmou se Michelle decidiu concorrer ao Senado.

A indefinição de Michelle atrasou a formação da chapa do PL no Distrito Federal. O partido deve apoiar a reeleição da governadora Celina Leão (PP), uma das amigas mais próximas da ex-primeira-dama, e poderá indicar um ou dois nomes para as duas vagas da chapa ao Senado. Se Michelle decidir não disputar, estão no páreo o senador Izalci Lucas (PL-DF), que poderá tentar a reeleição, e a deputada Bia Kicis (PL-DF), que já está em pré-campanha. Izalci também cogita concorrer ao governo, mas a se confirmar o apoio do PL a Celina, esse projeto ficaria inviabilizado.

Apesar dos esforços do dirigente nacional e de outros quadros do PL, o senador e a ex-presidente do PL Mulher continuam afastados. O rompimento deu-se com a publicação nas redes sociais, em junho, de um vídeo em que a ex-primeira-dama, em tom de desabafo, acusou o enteado de destratá-la e de humilhá-la, alegando que ela não entenderia nada de política.

O OUTRO LADO

Enquanto a turma da direita definitivamente bate cabeça e não acha a tão necessária unidade, a esquerda consolida números próximos de quarenta, e o LADRAVAZ LULLE destila todo seu ódio, incompetência e, sobretudo, a sua conduta mendaz.

É absolutamente inexplicável este número que oscila, mas que em todas as pesquisas é sempre superior aos 42 pontos percentuais de aceitação. De fato, me causa espécie que alguém esteja próximo de determinar um governo que o aproxima de doze anos de comando, adicionados do comando ofertado pela disléxica Dilma, e consiga ainda hoje manter parcela da população brasileira no revenato das suas habituais mentiras.

São assustadores os números da economia nacional e, sobretudo, dos reflexos que acontecerão em razão dos ditos números. Ainda assim, como já observamos, continua o tempo do engano, da mentira e dos escândalos absurdos de corrupção desenfreada, em especial, o último, que é o assalto aos aposentados.

Me estarrece o fato de que qualquer manifestação errada de Flávio, e reconheço lastimavelmente, são várias, produzem efeito devastador. Enquanto o filho de Lulle recebe mesada do ladrão do INSS, o indefectível careca, que por absurdo que possa parecer, é preso, está no sistema penal, guardado, e tomara que continue até o fim dos tempos!

Nada disso, todavia, se comunica ao pai do ladrão – aliás, que também foi condenado à prisão por ter sido declarado pela Justiça brasileira, ladrão. Declaração essa jamais apagada, apesar dos esforços da turma do Supremo Tribunal.

REGIONAIS

TEMPO DE CONVENÇÕES: Antes de falar das convenções, cabe registrar uma ansiedade que permeia o campo político: de fato, até o presente momento, temos visto muito levantamento de poeira e corrimassa. Todavia, o trabalho dos profissionais ainda não veio a lume. Sabe-se que ambos estão armazenando munição nos seus paióis de pólvora, e sabe-se que a munição em apreço terá altíssima composição de pólvora.

De um lado, teremos o “General Jorge Gerez”, e de outro, o também e não menos famoso “General Marcelo Catani”. Existem outros artífices nessa esfera, como por exemplo o genial “Milani do PT”. Mas dos generais supracitados, se espera quando no mínimo exocet!

O embate é previsível para o início dos programas eleitorais.

TEMPO DE CONVENÇÕES 2: Na medida em que dia 25 chega, a grande incógnita deve ser eliminada, posto que parece indiscutível que o Governador Ratinho Jr. vai homologar o nome do seu candidato, senhor Sandro Alex. A questão remanescente está na figura de quem será o candidato a vice-governador (ou candidata, obviamente). Pelas manifestações claras do Republicanos, está confirmada a posição de Alexandre Curi, o que implica em dúvida em relação a um segundo nome, ou não, para o Senado. O fato é que as últimas horas trouxeram um componente relevante para esta composição majoritária. A presença da federação mudou a expectativa coletiva, e não será surpreendente que tanto a segunda vaga para o Senado, como a posição de vice passem pela nova conformação.

VOLTOU O CAMPEONATO BRASILEIRO

E na volta, nenhuma novidade, porquanto o Athletico, que já vinha forte, tratou de reforçar-se, e o seu rival, que já vinha fraco, porquanto faltam peças fundamentais no elenco, mostrou um técnico com moral discutível, após seu namoro com o falido Vasco, e sua invenção de deixar Ronier no banco. O estreladíssimo time do Palmeiras, apesar de desfalcados, apresentou jogadores de seleção nacional e, convenhamos, o placar foi ameno. Não sei quem manda no Alviverde de Todas as Glórias, mas o tempo do treinador acabou quando ele namorou com o Vasco.