UMA CASA PORTUGUESA, COM CERTEZA – Coluna semanal de Ogier Buchi – 24/04/2026

Não contente com os vexames repetidos aos quais é submetido quando longe dos domínios palacianos e petistas, Lulle não tergiversou e muito menos hesitou.

Foi a uma casa portuguesa, com certeza, e no seu périplo, a casa do processo civilizatório brasileiro foi tratado com repulsa e desdém. Sempre bom lembrar que, inobstante este tratamento seja adequado a este desconstrutor de nossa pátria, é bem triste assistir à faixa presidencial ser tão humilhada, como de fato é, a cada vez que o cidadão Presidente se expõe.

Certamente, teria sido muito mais adequado para seu currículo não ter participado desta vergonha que é seu terceiro mandato. Espero que o bom senso, ou a providência divina impeçam o descalabro anunciado que seria um quarto mandato.

A CASA DE NOCA

Durante todo o período republicano, foi conhecido e reconhecido como a Suprema Corte deste país. Todavia, nos últimos tempos, a Corte Superior tem sido submetida a desmandos, interpretações ao arrepio da lei e da jurisprudência, e a acusações de que parte dos seus representantes não têm conduta compatível com o Tribunal dos Tribunais.

A grande e irretorquível verdade é que se exige nesta etapa uma intervenção externa, porquanto manifestações tíbias como as de Edson Fachin ou Carmem Lúcia são desde logo suplantadas pelo clamor dos Quatro do Apocalipse da Toga.

Bem assim, qualquer tentativa interna de reconduzir a Corte aos seus parâmetros constitucionais, é de imediato desconstruída, até porque adiciono aos Quatro do Apocalipse o neoministro, lulista filhote Zanin.

A CASA DE NOCA 2

Não contente com tudo que de mal já fez para a Justiça Brasileira, Lulle Sassafrás agora quer complementar a desconstrução da Suprema Corte com a indicação do seu acólito Bessias, o inenarrável e inesquecível guri de recado de Dilma, a Disléxica.

É sempre bom lembrar que este indivíduo bate no peito nesta etapa da desconstrução histórica do equilíbrio da Justiça, arvorando-se um grande “defensor do Estado Democrático de Direito”, porque perseguiu pessoas envolvidas no Oito de Janeiro.

Cá para mim, tenho convicção que se nós tivéssemos um Senado com certo grau de confiabilidade, esse indivíduo seria expungido da tentativa desprezível de tornar-se Ministro do Supremo, por indicação de Sassafrás, tão somente pela sua falta de qualidade em termos de conhecimento jurídico.

Todavia, em tempos em que senador beija a mão de indicado tipo Dino, é de se esperar que Bessias, o Mensageiro, torne-se supremo.

O INCONFIDENTE MINEIRO

Já que estou tratando do Supremo, me lembro de como o juízo supremo pode ser imortalizado quando imperial, pois se em 1792 esquartejaram o Alferes, Tiradentes, em 2026 Gilmagro, que é magro na verdade de obediência e respeito à lei, não sofre nenhum tipo de pejo ao ameaçar tanto o Senador Alessandro, quanto o civil Zema.

Para tanto, por óbvio, se serve de invectiva a um dos seus pares de Apocalipse, e desde logo brada: “quero esta gente no inquérito do fim do mundo, porque meu tiro não falhará! MUAHAHAHAHA”.

Certamente, o inquérito em apreço sequer deveria ter sido iniciado. É um instrumento ilegal, espúrio e persecutório. Agora, enquadrar no tal inquérito o civil Romeu Zema, é de fazer vergonha até mesmo a este Supremo Tribunal Federal, que vivifica a ilegalidade plena.

ZEMA, O FÊNIX MINEIRO

Pois muito bem. Quando todo mundo pensou que o mineirim do Novo estava fora do jogo, ele espera 21 de abril e com inquestionável habilidade midiática, dá nos dedos de Gilmar Mendes. E, sem embargo, torna-se figura obrigatória nos tão importantes likes das redes sociais.

Sempre oportuno lembrar que um indivíduo que se submete ao alvedrio público, tem que ter um timming natural, e me parece que Romeu Zema foi aprovado com distinção nesse quesito.

Com efeito, chamou a atenção da população brasileira, e de peito aberto, enfrentou a ditadura da toga, tornando-se alvo e objeto da aspiração de tantos quantos não enxergam nas duas opções extremas Lulle e Flávio, a saída para o Brasil do amanhã.

 ZEMA, VAI COMER ROMEU E JULIETA?

Bem do jeito mineirim, este rapaz surgiu num momento em que o PSD de Kassab e Caiado se mostrou frágil como uma possível terceira via.

De fato, o maior apelo do candidato de Kassab é afirmar que seu primeiro ato como presidente será anistia ampla e irrestrita, o que é tão somente reverberar o discurso básico e fundamental de Flávio, que representa a aspiração bolsonarista da dita anistia, colocando-se tão somente como eco e reserva da proposta do titular Flávio.

Exatamente neste vácuo e compreendendo que Flávio não enfrentará de peito aberto o Supremo Tribunal Federal, Zema ocupa a posição. Na verdade, estabeleço um comparativo que vou buscar nos ensinamentos do esporte bretão, e lembro que nem sempre o mais conhecido jogador é aquele que bate o pênalti.

Zema pegou a bola, pôs embaixo do braço, enfiou na marca da cal, e no seu mineirim afirmou: “vem ni mim, calça de brim!”. E o goleiro, o Gilmagro, trêmulo embaixo da meta, morre de medo nesta etapa que o travessão lhe caia na careca.

POR QUEM SOIS, FELCA?

Quero dizer que antes de mais nada, manifesto minha solidariedade a este jovem, que tem inequívocos problemas de saúde e é autista, além de comprovadamente sofrer de TDAH.

Londrinense, com extrema habilidade na questão humorística, serviu de fundamento para que o governo marginal de esquerda imponha sua nova tentativa de censura prévia, através da Lei nº 11.771/2008, que ficará hospedada na nuvem governamental como mais uma das formas de controle do politburo petista. Insisto: ao humorista, minha simpatia. Ao governo ditatorial, meu desprezo.

REGIONAIS

MORO AGRADECE

As atitudes titubeantes da condução do adversário oficial de Sérgio Moro permitiram que na última avaliação devidamente inscrita no TRE, Moro aparecesse como possível vencedor no pleito de 26 em sede de primeiro turno.

Quando alguém lidera com tanta clareza uma pesquisa pré-eleitoral, os efeitos são sempre os mesmos: uma “cataratas do Iguaçu” de adesões, o que, aliás, ficou claro com o extremamente consistente processo adesivo ao PL.

De fato, Moro agradece, mas as águas do Iguaçu, quando em sede de enxurrada, nem sempre deságuam nas cataratas com água limpa, o que aliás se configura num simples vagar de olhos pelos nomes que compõem a armata do juiz, que baseia seu discurso em moralidade.

Um simples cotejo entre as adesões ao Moro, e lá encontramos vários nomes ligados a ações do Ministério Público em acusações de ilícitos penais.

DO TIME OFICIAL

Escolhido o ungido do Governador e de seus “lua preta”, há expectativa de que ele efetivamente inicie sua caminhada pré-eleitoral. Tenho ouvido de experts ou que pelo menos se consideram como tal, ligados à candidatura oficial que assim que o governador se ponha em campo, o candidato ultrapassará os dois dígitos e de imediato tornar-se-á o adversário de Moro em sede de polarização.

Ora, seja pela minha experiência, seja pelas informações científicas que temos em relação à transferência de popularidade, estou longe de ter a mesma certeza, muito embora pouco importe, por óbvio, minha opinião.

De fato, em relação ao filho dos Campos Gerais, Sandro, que a bem da verdade não conheço, pois pouquíssimas palavras já troquei com ele, imagino que seu exame de admissão efetivo dar-se-á nas efemérides da ponte da vitória, na inauguração de 29 e 30.

Como sei que no sábado nova pesquisa será divulgada, ainda insisto em estender-lhe o crédito para o período pós-travessia da ponte. Aguardemos

HILÁRIA

Como existe uma disputa entre Henrique Giglio e Denian Couto, meus companheiros de grupo Mercosul em relação à travessia da ponte em sede de percurso que ambos enfrentarão e que será de 5 quilômetros, conforme o combinado com a coordenação, não posso deixar de perguntar: e Ratinho Jr., está em forma? Vai fazer a travessia da ponte andando trotando ou em sede de corrida leve?

Lembro que o Governador é de 19 de abril de 1981, portanto, um guri, de sorte que quero vê-lo atravessar a obra sonho dos paranaenses minimamente em trote acelerado.

E O GRECA LOVE?

Este Rafael não para de me surpreender positivamente. Ainda outro dia, mostrou-se amigo do sapo. Não sei se tem a esperança de, ao beijá-lo, transformar-se em príncipe.

O que sei, é que não para de crescer a adesão à sua candidatura, e o número de Grecalovers tem se multiplicado. O fato é que a terceira via está se consolidando, e existem partidos que têm cercado o muro com muita proximidade.

A amizade entre Greca e a família Barros é real e não é de ocasião, a opção em relação aos Republicanos de Pedro Lupion e Alexandre Curi é plausível, e existe incógnita em relação ao Podemos, por exemplo.

Eu sei que o chá definitivo será servido tão somente no luar de agosto, mas enquanto Greca perde peso na balança, aumenta de envergadura como opção eleitoral.

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:

Oro por todos os paranaenses que choram pelas suas perdas nas estradas. Amém.