O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter se reunido nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. Segundo o parlamentar, o encontro durou cerca de 1h30 e ocorreu após um convite feito diretamente pelo governo norte-americano.
Em entrevista coletiva após a reunião, Flávio disse que recebeu um e-mail da própria Casa Branca propondo o encontro. “Entendi como um gesto muito importante, um olhar para o Brasil”, declarou. De acordo com ele, a reunião começou por volta das 15h e terminou às 16h40.
O senador também afirmou que Trump o recebeu em meio a negociações internacionais envolvendo o Irã e outras pautas da política externa dos Estados Unidos. Segundo Flávio, o republicano demonstrou interesse pela situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
“Nem sentamos na mesa e ele veio me perguntar como estava o Bolsonaro”, relatou o senador, acrescentando que transmitiu um abraço do ex-presidente brasileiro ao líder norte-americano.
Ainda segundo Flávio Bolsonaro, durante o encontro ele recebeu de Trump uma medalha de honra, gesto que classificou como “raro” e reservado a aliados próximos.
Nas redes sociais, o senador compartilhou imagens caminhando pelos corredores da Casa Branca antes da reunião. O vídeo mostra Flávio observando quadros históricos no interior da residência oficial do governo norte-americano.
Pedido para classificar PCC e CV como terroristas
Um dos principais temas tratados no encontro, segundo o senador, foi a atuação das facções criminosas brasileiras. Flávio afirmou ter pedido “enfaticamente” para que os Estados Unidos classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
O parlamentar argumentou que as facções exercem controle territorial, mantêm estruturas paralelas de poder e atuam internacionalmente. “Quem faz isso não é gangue, é organização terrorista”, afirmou.
O enquadramento das facções como grupos terroristas, no entanto, não é defendido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem posicionamento diferente sobre o tema.
