A confirmação da aliança entre PSD e MDB para as eleições de 2026 provocou uma reviravolta no tabuleiro político do Paraná e abriu uma nova fase de intensas articulações entre os principais grupos que disputam o Palácio Iguaçu.
O MDB marcou para esta sexta-feira (31) uma coletiva para oficializar o apoio à pré-candidatura de Sandro Alex ao Governo do Estado e anunciar o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, como candidato a vice-governador. O evento deverá contar com a presença do governador Ratinho Junior, do próprio Sandro Alex e do ex-senador Alvaro Dias.
Nos bastidores, porém, a principal expectativa gira em torno da participação – ou não – do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi. Sua ausência no encontro estadual do PSD realizado em Foz do Iguaçu, na quinta-feira (30), alimentou especulações sobre um possível desconforto com a nova composição da chapa.
A movimentação política ganhou força após Greca decidir apoiar o projeto do PSD, encerrando as negociações que também mantinha com o grupo liderado pelo senador Sergio Moro. Segundo interlocutores, o ex-prefeito comunicou pessoalmente aos representantes do PL que, diante das circunstâncias políticas atuais, o MDB não teria condições de formalizar uma aliança com a legenda.
Além da vaga de vice-governador, o MDB conquistou espaço na composição majoritária ao indicar Alvaro Dias para disputar uma das vagas ao Senado. A definição, entretanto, alterou o equilíbrio das negociações envolvendo os demais partidos da base governista.
Nos bastidores da política estadual, a maior repercussão ocorre dentro do Republicanos. O partido havia construído seu planejamento eleitoral em torno da candidatura de Alexandre Curi ao Senado. Com a entrada de Alvaro Dias na chapa, cresceram as dúvidas sobre qual será o posicionamento da legenda nas próximas semanas.
Embora o Republicanos mantenha sua convenção partidária marcada para a próxima segunda-feira, lideranças do partido discutem alternativas e avaliam os próximos passos diante da nova configuração política.
A reorganização da chapa governista também levanta questionamentos sobre outros atores importantes da disputa estadual. Permanecem indefinidas, por exemplo, as discussões sobre a composição definitiva das candidaturas ao Senado e sobre o papel que outras lideranças poderão desempenhar ao longo da campanha.
Nos próximos dias, a presença ou ausência de Alexandre Curi nos atos públicos da aliança entre PSD e MDB poderá servir como um importante termômetro para medir o grau de unidade da base governista.
