Curitiba foi palco, neste sábado (17), de uma manifestação em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O ato reuniu lideranças políticas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de prefeitos, parlamentares e apoiadores contrários ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os participantes estavam o governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), os senadores Deltan Dallagnol e Filipe Barros, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco. Também participou o senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio.
A manifestação ocorreu na reta final da campanha para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
A mobilização começou por volta das 14h45, nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida. O trajeto passou pela sede da Justiça Federal, no bairro Ahú, e seguiu em direção à Rua XV de Novembro, no Centro, com encerramento na Boca Maldita, por volta das 16h30.
A escolha dos locais deu caráter simbólico à manifestação. A sede da Polícia Federal em Curitiba foi onde Lula permaneceu preso por 580 dias, entre abril de 2018 e novembro de 2019. Já a Justiça Federal foi palco de processos relacionados à Operação Lava Jato, que marcou a trajetória pública de Sergio Moro e Deltan Dallagnol.
Na concentração, Moro agradeceu a presença dos apoiadores e destacou o significado político do ponto de partida da carreata.
“Quero agradecer a todos que compareceram a este grande ato, que é uma carreata que começa aqui na frente do prédio da Polícia Federal, onde o Lula esteve preso e de onde nunca deveria ter saído”, declarou o governador eleito.
Moro também fez críticas ao atual presidente e afirmou que a mobilização representa o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Moro defende aliança com o Sul
Durante o discurso, Sergio Moro destacou a união política entre os estados da região Sul e declarou que o Paraná precisa ter um presidente alinhado às demandas locais.
“O Paraná mostra que não foge à sua responsabilidade e no dia 25 todos vão votar 22 para colocar no Palácio do Planalto um aliado do Paraná, um aliado do Sul do Brasil. O Sul se uniu, pois sabe que o Lula não gosta do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”, afirmou.
A manifestação contou com a presença de Jorginho Mello, de Santa Catarina, e Luciano Zucco, eleito governador do Rio Grande do Sul, que acompanharam a mobilização ao lado de outras lideranças políticas da região.
Eduardo Pimentel recebe lideranças na Rua XV
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, participou do ato no Centro da capital e deu as boas-vindas às lideranças políticas presentes, entre elas governadores e senadores eleitos.
Ao se dirigir ao público, Pimentel destacou a importância histórica do local escolhido para o encerramento da manifestação.
“Boa tarde, Curitiba! Sejam bem-vindos ao lugar mais histórico da cidade de Curitiba, que é a Rua XV”, afirmou.
O prefeito também cumprimentou Sergio Moro pela eleição ao governo do Paraná e desejou sucesso ao futuro governador.
“Cumprimentar o governador eleito no Paraná, Sergio Moro. Que Deus te abençoe, sucesso nessa caminhada”, declarou.
Tradicional ponto de manifestações políticas na capital paranaense, a Boca Maldita recebeu os participantes na etapa final da carreata. O local foi escolhido pelos organizadores para reunir apoiadores e lideranças na reta final da disputa presidencial.
A mobilização integrou a agenda de campanha dos apoiadores de Flávio Bolsonaro no Paraná, em um momento decisivo da eleição presidencial. O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, quando os eleitores escolherão o presidente da República para o mandato de 2027 a 2030.
