O estado de todos aqueles que se opõem ao desgoverno ladravaz que aí está, nesta quarta-feira à noite em que escrevo a coluna, é de euforia.
Euforia assaz justificada, porquanto o esquema adredemente montado e que historicamente surtiu efeito para subjugar o Supremo Tribunal Federal aos interesses espúrios da esquerda brasileira, desta vez, foi desconstruído.
A derrota categórica imposta aos que subverteram a Justiça brasileira e assaltaram os cofres públicos neste processo de subversão, indubitavelmente sofreu uma fragorosa e didática derrota.
Claro que há muito para comemorar em relação a este momento histórico que transcende em muito mais que um centenário. Compreendo, pois, esse estado de euforia, que se tivesse tido exemplo anterior, teria livrado a Justiça brasileira de figuras como Alexandre, Toffoli, Zanin e Dino. Só lembrando os quatro Cavaleiros do Apocalipse.
INCOMODA
O leitor, evidentemente, sabe o quanto alegrou a todos nós o fato do estafeta de Dilma ter sido repudiado no voto. Desta feita, a tentativa espúria de subverter a ordem na Justiça brasileira, por mais de quase trinta anos, não foi bem-sucedida, e por certo isto deve-se ao que os Senadores sentem do clamor das ruas no ano eleitoral.
Exemplos como o do Senador Rogério Marinho merecem destaque, porquanto o senador em comento elencou uma série de questionamentos ao office boy de luxo Messias, que perpassaram, inclusive, a sua farsa evangélica, na medida em que foi favorável à prática do aborto – o que negou, mendaz, como seu chefe Lulle, apesar de estar em sede de juramento na CCJ.
Todavia, é preciso analisar o evento sob um espectro mais abrangente, o que buscaremos fazer a seguir.
A FARSA DA VITÓRIA DO BEM
Busquei explicar, nos comentários acima, que como todo brasileiro de direita que gosta da família, da educação e de liberdade, repudio o desgoverno Lulle e o mau serviço até então prestado pelo sujeito Messias.
No entanto, cabe destacar que este episódio, se nos alegra por um lado, mais uma vez nos causa repúdio e engulhos.
É sempre pertinente lembrar que 16 homens ou mulheres, que tinham o sagrado dever de zelar pela República, votaram a favor da incompetência e do escárnio na CCJ. Sempre pertinente lembrar, em ênfase, que dez bilhões de reais em emendas foram tirados do suado do dinheiro dos impostos do povo brasileiro, para satisfazer a sanha política de senadores desonestos, que prostituem seus mandatos e, portanto, prostituem a si mesmos.
Foram acompanhados por mais 18 que estão no balcão de negócios, estão à venda. Aqui, faço parêntese: se nesses 34 existem senadores que votaram consubstanciados só nas suas consciências, que me desculpe por compará-los com os vendilhões, posto que se foi por convicção, eles só merecem ser chamados de idiotas.
O fato a destacar no que é positivo, já foi feito no presente e nos comentários anteriores. Mais abaixo, faço questão de tirar a roupa da notícia.
MALCOLUMBRE NÃO É HEROI
Se Lulle, para mim, é o exemplo do anti-herói alcoolizado, certamente Malcolumbre não preenche as características de herói da matinê que alguns desavisados pretendem atribuir a essa maléfica persona.
Os bons analistas do quadro brasiliense desde logo expõem e descrevem a derrota de Lulle como a derrota do mau articulador, porque ele teria ignorado os sinais claros de negociação manifestados por Malcolumbre.
Na verdade, este, o Senador, tão somente buscou ao longo dos meses mais do mesmo, ou seja, tomar mais em favor de si que o muito que já toma, lembrando que ele é dono de dois ministérios do governo de Lulle, o Fraco.
É tão escabrosa a negociação que Alcolumbre sussurra para aquele outro pérfido e perdido Jacques Wagner, o resultado da votação ainda antes dela ser anunciada – e é neste ponto que reside a minha inconformidade, a saber, como alguém pode antecipar uma votação, se não sabe de valores e de nomes envolvidos na negociata.
O que quero como corolário deste comentário, deixar claro, é que a vitória insofismável é do povo brasileiro, e, por conseguinte do processo de depuração que ontem começou e que espero continue com impedimento de pelo menos quatro ministros da Suprema Corte. Mas é preciso que fique patente: que heroicos são os votos dos Senadores que votaram pelo Brasil, mas que o Presidente do Senado é tão somente um negocista desprezível.
O FUTURO
Fique, portanto, estabelecido com clareza que o episódio presente é de gáudio e alegria, e que sem embargo, ele deverá servir de exemplo para novas invectivas de presidentes que querem impor nomes de lacaios ideológicos, com trajetória jurídica bastante discutível.
E nem me venham falar em doutorados e pós-graduações, que são feitas por lacaios partidários, à custa de dinheiro público, como se isso fosse sinonímia de qualidade na trajetória jurídica.
É de imaginar que Lulle tente impor um nome para salvar-lhe o pelo se necessário for, posto que, espero em Deus que ele não seja reconduzido pelo povo brasileiro.
Dosimetria
No momento em que escrevo, o Congresso trata do PL da dosimetria que, em tese, beneficia Bolsonaro. E Alcolumbre, em nova manobra, exclui da análise o trecho barrado por Lulle da Silva, que contradiz a Lei Anti-facção e facilita a progressão de condenados por crimes de feminicídio e outros crimes hediondos.
Isso, na verdade, é extremamente positivo, porque caso haja o semiaberto para o grupo de Oito de Janeiro, isto não se estenderá para integrantes de facções criminosas que, em contrário, também seriam beneficiados.
TIRANDO A ROUPA DA NOTÍCIA
A saber, então: a decisão abre caminho para em caso de o Congresso decidir derrubar os vetos e reduzir a pena de Bolsonaro e outros condenados pelo Oito de Janeiro, isso não beneficie faccionados e condenados por crimes hediondos. Bem assim, a medida beneficia condenados por invadir a Praça dos três Poderes em oito de janeiro de 2023, e o ex-Presidente Jair Bolsonaro e aliados, que cumprem pena pelo pseudo golpe de estado.
MAIS DUAS
Ainda sobre a questão Bessias, é preciso antever como já escrevi anteriormente, que Lulle não vai abrir mão de uma nova indicação, e que seus amigos e seguidores insistem em que a indicação deva residir sobre uma nova Carminha ou alguém ainda pior que ela, e o grande aspargo que é Rodrigo Pacheco, desde logo refutou qualquer tentativa de indica-lo, posto que neste momento é candidato ao governo de Minas Gerais e, como se sabe, já foi vilmente enganado por Lulle – o que foi um dos motivos, inclusive, de seu parceiro, Malcolumbre.
REGIONAIS
PONTE
Valho-me deste espaço para cumprimentar efusivamente o governo do Estado do Paraná pelo feito extraordinário que é representado pela ponte de Guaratuba. Sei que oficialmente ela será chamada de “Ponte da Vitória”, mas não sou dado a bajular oficialidades, e para mim, a ponte sempre chamar-se-á Ponte de Guaratuba, e corresponderá a meu juízo, em obra que deixará para a posteridade, o governo de Carlos Roberto Massa Júnior, assim como por exemplo a Rodovia do Café é a obra imortal de Ney Braga.
O CENÁRIO POLÍTICO
O cenário político pode mudar com a repetição de uma estratégia que já previ aqui há duas semanas. Lembrando que certa feita, endurecido o jogo, José Richa declinou dos confortos palacianos e foi para as esquinas pedir voto. Ouço que Ratinho Júnior pode repetir a estratégia em questão.
E devo desde logo dizer que ele tem duas figuras de proa que podem ajudá-lo, e muito, em estratégias eleitorais. Todos sabem da admiração e respeito que tenho pelo Secretário Cleber Mata: competente, correto, e amigo dos amigos. Não há porque esquecer Jorge Geres, que também é inequivocamente competente, leal ao Governador, e credor do meu respeito pessoal.
Existem, obviamente, outros companheiros que poderão auxiliar na estratégia; o que me parece, aliás, ser um diferencial entre tantos outros, que possa vir a catapultar o senhor Sandro Alex. Todavia, é sempre bom lembrar: o futuro é para já, e desta vez, qualquer titubeio poderá ser fatal.
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI: Obrigado, Senhor: habemus senatus! Amém!
